terça-feira, 23 de setembro de 2008

Muda o corpo, muda o guarda-roupa


Guarda-roupa sob medida *

Toda mulher já viveu esse drama: diante do armário atulhado de roupas, constatar que não tem nada para usar. Na gravidez, o pânico é maior, por um motivo concreto: com o ganho de peso, as roupas não servem. Qual a saída? Aproveitar a oportunidade e fazer uma revisão geral no guarda-roupa, para ajustá-lo ao período da gestação.

Primeiros Obstáculos

Em geral, por volta do quarto mês de gestação as mulheres sentem as primeiras dificuldades para se produzir. Até então, a maioria das roupas ainda serve, pois a gravidez não é planamente identificável pelas pessoas. No primeiro trimestre, como não dá para andar com uma plaquinha ‘‘estou grávida’’, o melhor mesmo é disfarçar o ganho do peso com as roupas mais largas, que não marcam muito o corpo.


Passada essa etapa, chega a hora de assumir a barriga – e esse é o sinal de que boa parte do guarda-roupa vai ficar no cabide até o fim da gravidez. Significa também que chegou a hora de investir em algumas peças básicas e fazer uma seleção das roupas que podem ser aproveitadas. No segundo trimestre, o importante é chamar a atenção para partes do corpo que estão bonitas, como os seios.


Quando chegar o terceiro trimestre, não há como fugir de uma calça de gestante, pois é hora de priorizar o conforto. Uma ótima dica para as marinheiras de primeira viagem: dê preferência as cores neutras e lisas (como preto, bege, azul), que combinam com tudo.

Ordem nas prateleiras

São muitos meses até o bebê nascer. Uma dica é colocar as que serão usadas na gravidez em gavetas e prateleiras separadas e logo no início do cabideiro. Depois do parto será necessária nova arrumação para ver o que serve até a mamãe recuperar a antiga forma.


Ao arrumar o ‘‘armário de grávida’’, convém separar as peças básicas daquelas que só sairão dos cabides em ocasiões especiais. Não vale a pena guardar uma roupa só porque ela custou caro nem deixá-la em lugar de destaque no guarda-roupa apenas para se sentir reconfortada por vê-la diariamente. O melhor é guardar a peça no fundo do closet ou no fim do cabideiro, à espera de futuras oportunidades.


Roupas muito grandes engordam. Por isso os especialistas sugerem ajusta-las à nova silhueta ou simplesmente livrar-se delas. Outra medida útil consiste em retirar do armário as peças pequenas, que dependem daquela esperada dieta para serem vestidas. Na hora de abrir espaço, deve prevalecer o bom senso: roupas que não foram usadas nos últimos dois anos dificilmente voltaram à ativa. Descarte-as sem compaixão - a não ser que tenham ótimo corte ou sejam peças únicas.

Vale a pena evitar:

Blusas de gola alta: com a barriga e os seios aumentados, não resultam um visual elegante.
Lenços em forma de faixa sob a barriga, pois alongam demais o tronco e deixam as pernas curtas.
Roupas que cabiam antes da gravidez, mas que ficam deselegante com a nova barriga.

Vale a pena fazer:

Usar sapatos de salto até 2 centímetros, para facilitar o equilíbrio, já alterado por conta das mudanças do corpo.

Restringir-se à compra de peças para gestantes, que possuem um corte inadequado às novas formas da mulher.


* Fonte: Guia Crescer da Gravidez – Revista Crescer em Família
Ed. Globo.

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